PÓVOA DE VARZIM | Aqui nasceu Eça de Queirós

Foi na Praça do Almada, na casa com o número 1, que Eça de Queirós nasceu. Aquele que é apontado como um dos maiores escritores portugueses é aqui homenageado com um conjunto escultórico, oferecido pela colónia poveira do Rio de Janeiro. Uma das muitas referências históricas e culturais da praça que é a alma da Póvoa de Varzim.

 

A habitação é privada, mas não restam dúvidas de que foi lá que nasceu no dia 25 de novembro de 1845 José Maria de Eça de Queirós, o escritor que é tido pela maioria dos críticos literários, como a maior referência de sempre do romance, em Portugal. Da sua autoria são títulos como “A cidade e as Serras”, “O Crime do Padre Amaro” e, claro, “Os Maias”. Na casa, uma placa em bronze, da autoria de Teixeira Lopes, é bem visível a alusão ao facto, mas, para quem é mais distraído, o conjunto escultórico dissipa todas as dúvidas: uma escultura do escritor, de Leopoldo de Almeida, que foi erigida em 1952, por subscrição de emigrantes poveiros no Brasil com o objetivo de imortalizar a ligação de Eça à Praça do Almada. Um pouco à sua frente, outra escultura, esta a representar um conjunto das principais obras escritas, onde estão as já referidas e ainda “A ilustre casa de Ramires” ou “O Mandarim”, entre outras.

Mas, afinal, que “Almada” é este que dá nome ao centro cívico da cidade que, muitos erradamente, podem remeter para Almada Negreiros ou para a cidade da margem sul do Tejo? Claro que este é um “Almada” poveiro. Trata-se de Francisco de Almada e Mendonça, o corregedor que, no final do século XVIII, foi incumbido pela rainha D. Maria I, em 1791, de reestruturar a malha urbana central da cidade. Entre outras obras, o Almada transformou a praça velha, o Largo da Feira, nesta nova praça. Acabou por ficar até aos nossos dias, pois foi batizada com parte do seu nome, depois de, inicialmente, ter sido denominada Praça Nova.